Há coisas piores que você pode fazer às pessoas que ama do que matá-las. O jeito normal é simplesmente assistir o mundo fazer isso. É só ler o jornal.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Paus e pedras quebram tudo pela frente, mas palavras não machucam a gente
Pensar que nossa, esse é meu ultimo final de semana em Santa Cruz, cidade que nasci e cresci, sou sim um sitiante nato, podia ter escolhido entre UTFPR e a PUC, mas ver minha mãe em prantos por não me querer em São Paulo já o suficiente pra eu escolher Cornélio. Ingressar no curso com a maior desistencia do Brasil, o de matemática, pra mim é simplesmente fantástico, sem contar que o novo plano de educação pretende dar condições favoraveis pra um profissional liberal vinculado na área da educação viver com um certo conforto, na verdade o congresso tem que aprovar o plano, mas espero que assim faça. Mas de qualquer modo pretendo fazer pós em estatística, mestrado e doutorado pra conseguir lecionar em uma universidade, afinal a matemática tem uma beleza única, fria e austera como uma de escultura.
Logo minha missão é notar os detalhes. Ser uma testemunha imparcial. Tudo é sempre pesquisa. Minha missão é não sentir nada.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Um erro
O Big Brother não esta vigiando coisa alguma. Ele está cantando e dançando. Está tirando coelhos da cartola. O Big Brother se dedica a prender nossa atenção durante cada minuto que passamos acordados. Quer garantir que estejamos sempre distraídos. Quer garantir que estejamos sempre completamente absortos.
Ele quer garantir que nossa imaginação feneça. Até tornar-se inutil feito nosso apêndice. Ele quer garantir que nossa atenção esteja sempre preenchida.
E este negócio de ser alimentado é pior do que vigiado. Com o mundo sempre nos preenchendo, ninguém precisa se preocupar com o que está em nossa mente. Com a imaginação de todas atrofiada, ninguém jamais será uma ameaça ao mundo.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Sobre figurinhas e todo o tipo de "porcaria"
A questão é que, uma coleção verdadeira é linda por si mesma, cada peça completando a outra e assim é contemplada uma a uma.
Desculpa S, mas faltou assunto pra eu escrever sobre isso.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
triste fim de férias sem vingança
Meu maior problema com isso, é que minha Sanidade (escrevo em letra maiscula pois ela tem nome) vai ficar longe e tenho medo de não seguir o caminho que tenho de seguir. Tenho problema em me expressar em palavras, já que não consigo mostrar 1/4 do que você realmente é pra mim. Queria conseguir fazer você não se irritar mais, não com a constancia que acaba se irritando, é complicado que me derramo em prantos totalmente involuntarios em horas não necessarias.
Posto a me recordar de como tudo aconteceu, desde o primeiro comentario até hoje, esse beijo na testa que foi dado com o maior respeito que já senti por alguém e sabe, não tenho como não desejar se não a melhor vida possivel pra você e tudo que realmente você merece.
Infelizmente os bonzinhos não vencem no final...
Obrigado por existir Sanidade e por fazer parte do meu mundo.
Eu amo você e sempre vou estar aqui para você
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Ela
Se eu falar mais um pouco as poucas pessoas que leem isso vão saber quem ela é, então, boa noite
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Dispensa Título
E já eram tantas iguais aquela noite. Tantas ruas igualmente vazias. Tantas moças igualmente embriagadas. Tantos cigarros abandonados ainda pela metade. Assim era ela. Igual a tantas. Fazia o mesmo esforço de qualquer sábado à noite: equilibrar-se no salto, desviar dos mendigos, não derrubar a última cerveja e por fim, entrar na casa certa. Se mantinha seriamente concentrada nesta equação. Não sabia sequer pronunciar o nome daquela rua. Sua pele mudava de tom conforme se afastava de cada poste, da iluminação pública. Sentia mesmo que fazia parte daquele lugar. Como se súbito algo lhe arrematasse os sentidos. Sempre fora ignóbil, lasciva e até um pouco selvagem. Mas como que se dando conta de que ainda segurava uma mão, que tremia mesmo perante tamanho calor; apertando forte aquela mão, sentiu que não podia mais. Parou, tirou os sapatos. Vacilou. Acendeu mais um cigarro:
-Te levo pra casa. (Sou diferente, porra.)
-Não precisa. (Me desculpe.)
-Tudo bem, quero andar mesmo. (Eu te amo.)
-Tá. (És uma fraca de merda, isso que tu és.)
Ela nunca soube se era tão diferente quanto pensava. Seus lábios tingidos de rosa não lhe pareciam muito incomum. Até seu vestido todo puído não se destacava perante as poucas sombras andantes daquele lugar. Seu passo trôpego, seu cabelo desgrenhado, suas unhas roídas. Ostentava um enorme orgulho em ser absurdamentepertencente aquela paisagem. Mesmo sem ouvir qualquer palavra daquela despedida, sabia que no fundo, ele também pertencera aquela podridão. Ele também pertencera a ela. Mas esses tipos de moças não se deixam possuir. Por isso tomam aspirinas pela manhã, e esquecem-se de rostos, mãos, dívidas e jogos. Antes de entrar em casa, ela simplesmente nota que já é de manhã, e perdeu os sapatos no caminho. Quanto a ele, já nem se lembra mais da garota, que neste exato momento tranca os portões querendo que ele a siga vida a dentro.
de Isabela Simão para Marcelo Ferreira
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Num bar, com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro e uma cara embreagada no espelho do banheiro
Ah, quase me esquecendo que adquiri a compra do 1985, o livro que eu mais almejo, acho. Mas tava lendo o prefácio que achei e meu deus, Anthonny é muito convencido, acha que laranja mecanica é melhor que 1984? Só por que 1984 é cacatopia? Vai dormir meu querido, alias, eu amo seu glossário de nadsat, então senta aí só.
Não vou me prolongas no primeiro post de 2011, apenas torçam pra mim conseguir realmente fazer faculdade bonitinho. E amanha posto um conto que eu mesmo escrevi, que sério, de certa forma eu gostei muito.
Enfim, obrigado pela atenção.