Há coisas piores que você pode fazer às pessoas que ama do que matá-las. O jeito normal é simplesmente assistir o mundo fazer isso. É só ler o jornal.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Sobre figurinhas e todo o tipo de "porcaria"
A questão é que, uma coleção verdadeira é linda por si mesma, cada peça completando a outra e assim é contemplada uma a uma.
Desculpa S, mas faltou assunto pra eu escrever sobre isso.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
triste fim de férias sem vingança
Meu maior problema com isso, é que minha Sanidade (escrevo em letra maiscula pois ela tem nome) vai ficar longe e tenho medo de não seguir o caminho que tenho de seguir. Tenho problema em me expressar em palavras, já que não consigo mostrar 1/4 do que você realmente é pra mim. Queria conseguir fazer você não se irritar mais, não com a constancia que acaba se irritando, é complicado que me derramo em prantos totalmente involuntarios em horas não necessarias.
Posto a me recordar de como tudo aconteceu, desde o primeiro comentario até hoje, esse beijo na testa que foi dado com o maior respeito que já senti por alguém e sabe, não tenho como não desejar se não a melhor vida possivel pra você e tudo que realmente você merece.
Infelizmente os bonzinhos não vencem no final...
Obrigado por existir Sanidade e por fazer parte do meu mundo.
Eu amo você e sempre vou estar aqui para você
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Ela
Se eu falar mais um pouco as poucas pessoas que leem isso vão saber quem ela é, então, boa noite
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Dispensa Título
E já eram tantas iguais aquela noite. Tantas ruas igualmente vazias. Tantas moças igualmente embriagadas. Tantos cigarros abandonados ainda pela metade. Assim era ela. Igual a tantas. Fazia o mesmo esforço de qualquer sábado à noite: equilibrar-se no salto, desviar dos mendigos, não derrubar a última cerveja e por fim, entrar na casa certa. Se mantinha seriamente concentrada nesta equação. Não sabia sequer pronunciar o nome daquela rua. Sua pele mudava de tom conforme se afastava de cada poste, da iluminação pública. Sentia mesmo que fazia parte daquele lugar. Como se súbito algo lhe arrematasse os sentidos. Sempre fora ignóbil, lasciva e até um pouco selvagem. Mas como que se dando conta de que ainda segurava uma mão, que tremia mesmo perante tamanho calor; apertando forte aquela mão, sentiu que não podia mais. Parou, tirou os sapatos. Vacilou. Acendeu mais um cigarro:
-Te levo pra casa. (Sou diferente, porra.)
-Não precisa. (Me desculpe.)
-Tudo bem, quero andar mesmo. (Eu te amo.)
-Tá. (És uma fraca de merda, isso que tu és.)
Ela nunca soube se era tão diferente quanto pensava. Seus lábios tingidos de rosa não lhe pareciam muito incomum. Até seu vestido todo puído não se destacava perante as poucas sombras andantes daquele lugar. Seu passo trôpego, seu cabelo desgrenhado, suas unhas roídas. Ostentava um enorme orgulho em ser absurdamentepertencente aquela paisagem. Mesmo sem ouvir qualquer palavra daquela despedida, sabia que no fundo, ele também pertencera aquela podridão. Ele também pertencera a ela. Mas esses tipos de moças não se deixam possuir. Por isso tomam aspirinas pela manhã, e esquecem-se de rostos, mãos, dívidas e jogos. Antes de entrar em casa, ela simplesmente nota que já é de manhã, e perdeu os sapatos no caminho. Quanto a ele, já nem se lembra mais da garota, que neste exato momento tranca os portões querendo que ele a siga vida a dentro.
de Isabela Simão para Marcelo Ferreira
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Num bar, com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro e uma cara embreagada no espelho do banheiro
Ah, quase me esquecendo que adquiri a compra do 1985, o livro que eu mais almejo, acho. Mas tava lendo o prefácio que achei e meu deus, Anthonny é muito convencido, acha que laranja mecanica é melhor que 1984? Só por que 1984 é cacatopia? Vai dormir meu querido, alias, eu amo seu glossário de nadsat, então senta aí só.
Não vou me prolongas no primeiro post de 2011, apenas torçam pra mim conseguir realmente fazer faculdade bonitinho. E amanha posto um conto que eu mesmo escrevi, que sério, de certa forma eu gostei muito.
Enfim, obrigado pela atenção.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Excentricidade
Gostar é o sentimento mais egoísta existente entre as pessoas, por quê? Respondo caro leitor: você gosta de alguém que te faz bem, ou seja, subconscientemente você está pensando no seu próprio bem, é meramente impossivel pra um ser humano são de suas atitudes gostar de alguém que não lhe faz bem, logo, gostar de alguém é egoísmo. E me poupe de discussões retóricas. Em contrapartida de um sentimento nascendo e se fortalecendo, existem várias situações que deve-se ter mais atenção, atente-se que não estou referindo que não se deve dar valor naquilo que se sente para com outra pessoa, mas que pensemos primeiro no grau de importancia das coisas, não vou citar nada, apenas estou divagando já que é de praxe que alguém que está namorando tomar atitudes nada honrosas.
Todo homem ser humano (despreza-se pleonasmo, já que nesse caso nem todos se portam como um) deve pensar nos seus valores e nas suas atitudes quando se deparar com um relacionamento em que não pode sustenta-lo e simplesmente acabar com o psicologico de um amigo próximo.
Nada mais a dizer.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Modernismo
Modernismo se inicia no Brasil em 1922 com o marco da Semana de Arte Moderna, pronto acabou o que eu sei. Piadas à parte. Antes do modernismo, o Brasil sempre carregou "rastros" europeus em sua cultura, seja ela literaria, musical etc. Logo querendo romper esse vínculo Augusto dos Anjos, Anita Malfatti, Lima Barreto entre outros grandes artistas renomados pretendiam desfazer dos laços com o parnasianismo e simbolismo. Mas o unico que consigo me lembrar para citar algo memoravel é Augusto dos Anjos que para romper com o Parnasianismo, recitou um de seus poemas que envolvia partes de biologia com repudio humano em um salão de festas com a célebre sociedade da época.
Todavia a real consolidação modernista se dá em 1930, quando os ideais de 1922 realmente conseguem ser vistos como "normais" quebrando os padrões de toda uma sociedade, logo a prosa de ficção toma força e há um amadurecimento nas obras e na linguagem artistica, e é destacado com sua ríspidez desnecessária Carlos Drummond de Andrade. Sobre o que se é chamado de pós-modernismo eu fico devendo, conheço um pouco sobre a geração de 45, ou pós-parnaseanismo. Ah claro, teve o que foi chamado de poesia marginal, que era a busca sobre a liberdade de expressão, usando das mais diversas palavras e sem editora, jovens distribuiam suas escritas em panfletos ou de forma rústica tentando ganhar um certo tipo de admiração.
Agora encerrando, modernismo fez toda reforma necessária para o desapego ao estrangeiro, o que da minha parte acho mais que válido, pois nós temos que resgatar nossa cultura, criar sozinhos da nossa mente e pensar em formas de renovar e não apenas copiar o que vem de fora, o que infelizmente até hoje acontece muito. Arte não é apenas expressão por música, livros, quadros, mas sim uma forma de viver, desde o copo em que você bebe água até a cama que vai dormir, tudo foi feito assim sem saber o quão belo é.